O Papa é “pop”

20/03/2013 12:52

Rodrigo Santiago da Silva Garcia*

A igreja tenta de toda forma arrebanhar seus fiéis, tenta modificar dados estatísticos que revelam uma diminuição do número de católicos na religião. Nada melhor que ter um chefe, americano e com os votos de pobreza. Será que a igreja abriu os olhos?
Além da abdicação do Papa a todo tipo de riqueza natural, Francisco I possui formação jesuítica, não lembram nada na História? Sim! Foram os Jesuítas que desbravaram novos territórios com o objetivo da propagação da fé cristã, batizando índios, criando missões. Ao que parece, o novo Papa Jesuíta e americano, sobretudo franciscano, encontrou uma fórmula para tentar aplicar e elevar a igreja ao seu patamar elevado.

A mídia trabalha muito em cima da eleição do novo chefe da igreja católica ocidental, tirando a competição entre emissoras que tem a frente de seu comando pastores evangélicos, e outras não, pode-se notar o quanto as esperanças católicas renascem para sua reafirmação diante do mundo religioso, a contra-reforma do século XXI aparece com uma nova cara, entendendo o mundo capitalista e indo na ferida da sociedade, a pobreza.
O Papa é “pop”. Não há nenhuma sombra de dúvidas sobre a popularidade de Francisco I nestas poucas semanas em que estamos conhecendo. Um Papa torcedor de time de futebol, um Papa que anda com os outros cardeais, recusando o luxuoso Papa móvel, enfim, atitudes que religiosos observam e aprovam. A igreja católica renova seus votos com a pobreza enquanto a evangélica, no Brasil, cada vez mais caí em dúvidas, pois é pastor rico, pastor preconceituoso, ou seja, a polêmica nestes últimos dias está na igreja evangélica. O momento foi mais que oportuno, talvez não seja nem o próprio Francisco I o ator principal desta tentativa de virada da igreja, mas sim, uma estratégia muito bem pensada, desde o ex-Papa Bento XVI até os cardeais da igreja em Roma.
A disputa religiosa está sob baixo dos panos. Temos a História sendo transformada no campo religioso, o suspiro do “império cristão” começou a fazer fortes ventos. A ferida ainda está aberta na igreja cristólica, mas o que tudo indica é que já estão fechando. Agora é esperar e observar o que esta nova forma de “política religiosa cristã” tem a oferecer, esta observação começa na Argentina, onde o novo Papa (argentino) teve acirradas divergências com a presidenta Cristina Kirchner sobre suas posições de cunho social que envolvia a questão da homossexualidade, parece que para o lado dos “hermanos”, a questão secular também é confusa.

* Escrevendo nesta coluna como interino

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